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Salve, Galera bamba!
E o Samba foi novamente premiado “nos estrangeiro”. O filme da cineasta Geórgia Guerra-Peixe (Joca), “O samba que mora em mim”, ganhou o prêmio de melhor documentário no Festival de Cinema Latino-Americano de Vancouver (Vlaff) neste final de semana. O prêmio “Al Jazeera Documentary Award” fez sua estreia no festival deste ano gratificando com o primeiro lugar o documentário de Joca.
“O samba que mora em mim” é ambientado no Morro de Mangueira, na cidade do Rio de Janeiro, no período do pré-carnaval. O ponto de partida é a quadra da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, lugar do reencontro da diretora Geórgia Guerra-Peixe com sua própria história. É no inicio do documentário, em primeira pessoa, que a diretora conta o que o carnaval sempre significou na sua família e na sua vida. Da quadra, ela parte para subir o morro pela primeira vez, movida pelo desejo de ir além do samba. “Se eu pudesse calar uma escola de samba….” O olhar muito particular da diretora conduz este deixar-se ir continuo pelo morro; um caminhar que naturalmente vai adquirindo variações melódicas e cadências rítmicas diferentes, resultando na composição do que poderia ser chamado de samba enredo documental ou um samba de olhar. Além da quadra mora o samba de Georgia Guerra-Peixe.
Assista o Trailer…
Conforme prometido, segue a segunda postagem do Programa Ensaio da TV Cultura.
Neste programa, o mestre Cartola e Leci Brandão, participam juntos e fazem a alegria dos nossos olhos. Não tem como não se emocionar… “Saudades da época que não vivi…”
Salve alegria!
Resolvi postar esta linda produção da Rede Globo, no programa “Por toda minha Vida”, apresentado por Fernanda Lima contando a sofrida vida do mestre Angenor de Oliveira. Nele, podemos imaginar os momentos mais importantes da vida do cantor, começando por seu nascimento em uma família de razoável poder aquisitivo até a crise econômica pela qual passou, obrigando-o a se mudar para a Mangueira.
“Minha vida foi como um filme de mocinho. Só venci no final.” - Cartola
Axé!
É claro que ele não ficaria de fora. Um dos mais ilustres e irreverentes sambistas de todos os tempos, exibe boa forma aos 70 anos neste documentário. De terno de linho branco e chapéu panamá, aparece no curta interpretando seus antigos sucessos em locais-cenários frequentados pela antiga malandragem.
Com uma vida longa e bem aproveitada, a última entrevista de Antônio Moreira da Silva, o Kid Morengueira, foi concedida à revista Música Brasileira, em maio de 2000, na casa do artista, bairro do Catumbi, Rio de Janeiro. No ato da entrevista, era o mais antigo cantor em atividade no mundo! Acompanhe a entrevista AQUI!
Diretor: Ivan Cardoso
Ano: 1973
Ficha Técnica
Produção Ivan E. S. Cardoso e Carlos Cardoso Fotografia Renato Laclete Roteiro Ivan Cardoso Som Direto Júlio Romiti Montagem Amaury Alves Música Antônio Moreira da Silva, Billy Blanco, Geraldo Pereira, Lupicínio Rodrigues e Wilson Batista Letreiros Amarilio Gastal
Via @portacurtas
Se um dia
Meu coração for consultado
Para saber se andou errado
Será difícil negar
Meu coração
Tem mania de amor
Amor não é fácil de achar
A marca dos meus desenganos
Ficou, ficou
Só um amor pode apagar
A marca dos meus desenganos
Ficou, ficou
Só um amor pode apagar…
Porém! Ai porém!
Há um caso diferente
Que marcou num breve tempo
Meu coração para sempre
Era dia de Carnaval
Carregava uma tristeza
Não pensava em novo amor
Quando alguém
Que não me lembro anunciou
Portela, Portela
O samba trazendo alvorada
Meu coração conquistou…
Ah! Minha Portela!
Quando vi você passar
Senti meu coração apressado
Todo o meu corpo tomado
Minha alegria voltar
Não posso definir
Aquele azul
Não era do céu
Nem era do mar
Foi um rio
Que passou em minha vida
E meu coração se deixou levar
Foi um rio
Que passou em minha vida
E meu coração se deixou levar
Foi um rio
Que passou em minha vida
E meu coração se deixou levar!
A palavra do poeta sobre um problema social que por incrível que pareça, ainda está presente no nosso Cotidiano.
A cada dia que passa fico mais impressionado com a elegância do sambistas do passado.
Graças ao @portacurtas , tive acesso a este documentário que relembrou brevemente a vida de um de nossos pioneiros do samba - mestre Pixinguinha. O documentário conta também com Donga e João da Baiana, companheiros fiéis do mestre. O suingue da música brasileira já vem de outros carnavais.
Viva Pixinguinha! Único!
Este breve documentário, mostra uma visita de João Nogueira à Portela. João visita amigos, relembra acontecimentos e mostra a sua simplicidade que carregou consigo ao longo de sua vida.
Esse sambista suburbano foi o criador de uma importante instituição para a música brasileira, denominado Clube do Samba, que basicamente dava suporte aos sambistas com problemas sociais que não tinham acesso às gravadoras.
Parte 1
Parte 2
Acho que realmente nasci na época e lugar errado. Além de todos meus sambistas preferidos serem do Rio de Janeiro, a maioria deles já não está mais entre nós. É o caso de Antônio Candeia Filho, ou simplesmente Candeia.
Filho de sambista, cresceu cantando e versando com seus amigos em Oswaldo Cruz, bairro onde nasceu e foi criado. Com o tempo, aprendeu violão e cavaquinho, começou a jogar capoeira e a freqüentar terreiros de candomblé. Estava se forjando ali o líder que mais tarde seria um dos maiores defensores da cultura afro-brasileira. Arte negra era com ele mesmo.
Compôs em 1953 seu primeiro enredo, Seis Datas Magnas, com Altair Prego: foi quando a Portela realizou a façanha inédita de obter nota máxima em todos os quesitos do desfile (total 400 pontos).
Em 1960, Candeia decide entrar para a polícia. Tinha fama de durão e suas atitudes começaram a causar ressentimentos entre seus antigos companheiros. Provavelmente, não imaginava que começava a se abrir caminho para a tragédia que mudaria sua vida. Dizem que, ao esbofetear uma prostituta, ela rogou-lhe uma praga; na noite seguinte, ao sair atirando do carro num acidente de trânsito, levou um tiro na espinha que paralisou para sempre suas pernas.
Sua vida e sua obra se transformaram completamente. Em seus sambas, podemos ouvir seu doloroso e sereno diálogo com a deficiência e com a morte pressentida: Pintura sem Arte, Peso dos Anos, Anjo Moreno e Eterna Paz são só alguns exemplos. Recolheu-se em sua casa; não recebia praticamente ninguém. Foi um custo para os amigos como Martinho da Vila e Bibi Ferreira trazê-lo de volta. De qualquer maneira, meu amor, eu canto, diria ele depois num dos versos que marcaram seu reencontro com a vida.
A vida voltou a fazer sentido e o samba voltou a fluir com alegria. Candeia comandava tudo de seu trono de rei, a cadeira que nunca mais abandonaria.
No curto reinado que lhe restava, dono de uma personalidade rica e forte, Candeia foi líder carismático, afinado com as amarguras e aspirações de seu povo. Fiel à sua vocação de sambista, cantou sua luta em músicas como Dia de Graça e Minha Gente do Morro. Coerente com seus ideais, em dezembro de 75 fundou a Escola de Samba Quilombo, que deveria carregar a bandeira do samba autêntico. O documento que delineava os objetivos de sua nova escola dizia: Escola de Samba é povo na sua manifestação mais autêntica! Quando o samba se submete a influências externas, a escola de samba deixa de representar a cultura de nosso povo.
O documentário abaixo, mostra um breve resumo em 3 partes, dos sambas no terreiros, rodas de samba e reuniões de Candeia com amigos discutindo o partido alto. Na abertura, temos o impressionante samba Testamento de Partideiro, onde dizia: Quem rezar por mim que o faça sambando. Uma frase que resume em palavras a força do samba para Candeia.
Parte1:
Parte2:
Parte3:
Post dedicado ao meu amigo e parceiro @burnobernardo !
AXÉ…

Malandro é malandro e mané é mané”.
Esse é um dos refrões mais famosos do ícone da malandragem do samba brasileiro. O partideiro indigesto Bezerra da Silva, desde que chegou ao Rio de Janeiro e se instalou nas favelas cariocas, sempre foi um fiel defensor de seu povo.
Sempre que estou em uma roda de amigos e falamos sobre o Bezerra, é impressionante como é unânime a opinião da galera sobre sua personalidade. Corajoso como poucos, sempre utilizou metáforas e trocadilhos em suas letras para descrever situações cotidianas das favelas e da “vida bandida”, surgindo então o famoso “sambandido”.
O link abaixo, trás um mini-documentário produzido no início do ano de 2001, mostrando a relação de Bezerra da Silva com seus amigos compositores, anônimos garimpados por ele “onde a coruja dorme”, nos morros cariocas e na baixada fluminense. Daí surgem sambas feitos por trabalhadores, crônicas cáusticas mas bem-humoradas de gente simples que mora na favela e conta seu dia-a-dia nas músicas.
Para assistir, clique AQUI, AQUI e AQUI!
A nata da malandragem se pronuncia. Vale a pena conferir o malandro do Morro.
“Vou apertar…”








